O Rio Grande do Norte será inserido na Rota de Integração Nacional da Ovinocultura, iniciativa do Ministério Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para fortalecer e setor. Em março passado, um consultor do MIDR visitou o Estado para discutir a cadeia junto às instituições envolvidas na implantação da rota. Um novo encontro está marcado para os dias 14, 15 e 16 de abril na Escola Agrícola de Jundiaí, em Macaíba, para analisar as demandas prioritárias, dentre elas, a produção e a comercialização da carne de cordeiro (ovinos com até 12 meses de idade).
De acordo com as informações do MIDR, “a iniciativa parte da constatação de que já existem empreendimentos pioneiros com elevado nível de desenvolvimento na cadeia produtiva, e a proposta é fortalecer e profissionalizar ainda mais as atividades, ampliando o alcance a novos produtores”. A Rota Nacional da Ovinocultura foi lançada em janeiro deste ano no Rio Grande do Sul. Atualmente, existem 15 polos no País: doze no Nordeste, um no Sudeste e dois no RS, que deve contar com mais um núcleo. Além do RN, a rota será instalada em Santa Catarina, no Paraná e Piauí.
À TRBUNA DO NORTE, o MIDR explicou que a proposta prevê, ainda, a implantação de uma unidade de produção sustentável, “com potencial de ser multiplicada futuramente em outros estados do Nordeste”. Durante o encontro deste mês será elaborado um Programa de Atualização e Nivelamento, voltado para os técnicos da assistência técnica rural, com o intuito de prepará-los para atender às demandas dos produtores envolvidos na atividade.
“Após a definição da Proposta de Trabalho, será realizado o orçamento e iniciada a prospecção de possíveis fontes de financiamento para sua execução”, informou o MIDR. Participam do Grupo Técnico representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a UFRN, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido, a Secretaria da Agricultura do RN (Sape), a Emparn, a Emater e o Sistema S. O secretário Guilherme Saldanha, titular da Sape, destacou a importância da Rota da Ovinocultura para o RN, uma vez que o projeto, segundo ele, dialoga com a convivência com o semiárido.
Ele aponta que o Estado possui diferenciais competitivos, como a reabertura do frigorífico de Lajes do Cabugi, que é administrado pela Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Sertão Cabugi (Acosc). “Com isso, os criadores da região têm um campo para vender os animais e pagar um valor diferenciado, porque existe uma comercialização a preço justo”, comentou. O secretário disse ainda que a ideia é fortalecer a ovinocultura do Estado com o financiamento de fêmeas para aumentar a produção, o que será feito com a facilitação da oferta de crédito.
O foco, segundo o titular da pasta, será a região Central, com expansão para o Seridó. Em março, os municípios de Afonso Bezerra, Lajes, Mossoró, São Pedro, Macaíba e Natal receberam a visita do MIDR e da comitiva que inclui as instituições do Estado envolvidas.
Para Guilherme Saldanha, a inserção do Rio Grande do Norte na Rota da Ovinocultura vai facilitar a integração com outras unidades da Federação. “Teremos, assim, a difusão de tecnologia e conhecimento para que um estado saiba o que está ocorrendo no outro em termos de manejo para evitar a mortandade de animais, por exemplo. Sinto que nós temos muito a oferecer nesse sentido, por causa da qualidade genética dos nossos rebanhos”, frisou Saldanha.
Fonte: Tribuna do Norte
Redirecionando…
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